domingo, 12 de dezembro de 2010

Recital de Natal


PARAÍSO

Será que Deus
Mora num sítio no céu?
Será que Ele
Ordenha nuvens pra chover?
A grama lá é toda azul?
Estrela é fruta de comer?
Será que Ele
Tem televisão?
Eu acho que não.
Eu acho
Que o sol é o seu fogão.
E a lua, seu lampião.

(Bem-te-vi e outras poesias Lalau e Laura Beatriz - Coleção Itaú de Livros Infantis)


Noite Azul

Que seja noite
De natal
Uma noite azul

Na palavra azul
Há luz
E lua

No azul,
Há promessas,
Há alegrias
Há renovação
Há mãos unidas,
Há paz.

Que haja festas azuis,
Presentes e cumprimentos
Sempre azuis.

Que sejam também azuis
As nossas orações
Ao menino,
Mensageiro do azul,
Pleno de luz.

(Elias José)


Momento de reflexão e demonstração de carinho durante o recital. Feliz Natal!!!!!!!!

Trabalho realizados: Conto "Rumplestilskin"

Rumpelstilskin

Era uma vez um moleiro muito pobre, mas que tinha uma filha bonita. Um dia aconteceu que ele teve a oportunidade de falar com o rei e, para impressioná-lo disse, “eu tenho uma filha que consegue fiar ouro usando palha.”
“Eis aí um talento que me interessa”, respondeu o rei. “Se a sua filha é tão esperta como vc me diz, traga-a para o meu castelo amanhã que vou examiná-la.”
       Quando a moça chegou, ele a levou para um aposento cheio de palha, deu-lhe um carretel e uma roca e disse, “Agora vc vai começar a trabalhar e, se entre agora e amanhã de manhã vc não tiver fiado esta palha em ouro, vc morrerá.”
       Logo após ele trancou a porta firmemente deixando-a sozinha.
       Ali ficou sentada a pobre filha do moleiro, sem saber o que fazer. Ela não tinha ideia de como fiar palha em ouro e ficou com tanto medo que começou a chorar.
       De repente a porta se abriu e entrou um homenzinho que lhe disse, “Boa noite, linda filha do moleiro. Por que choras?”
       “Ah! Respondeu a moça. “Eu tenho que fiar toda esta palha em ouro e não sei como fazê-lo.”
       “O que vc me dará se eu fiá-la para vc?” perguntou o homenzinho.
       “Meu colar”, respondeu a moça.
       O homenzinho pegou o colar, sentou-se na roca e começou a fiar, fiar, fiar. Ele fiou somente três vezes e o carretel estava cheio. Ele trocou por outro carretel e começou a fiar, fiar, fiar; ele fiou somente três vezes e o segundo estava cheio também! Ele fez isso a noite toda até o amanhecer.
       Assim toda a palha foi fiada e todos os carretéis estavam cheos de ouro.
       Assim que o sol surgiu o rei chegou. Quando ele viu todo aquele ouro, ficou extremamente contente. Mas ele era um homem ganancioso e queria mais.
       Levou a filha do moleiro para outro aposento cheio de palha, que era ainda maior do que o primeiro e lhe ordenou que fiasse toda aquela palha em ouro numa noite se quisesse ficar viva.
Quando ela ficou sozinha a moça começou a chorar.
Então a porta abriu-se outra vez. O homenzinho apareceu e disse, “O que vc me dará se eu fiar esta palha em ouro?”
“O anel que tenho no meu dedo,” respondeu a moça.
O homenzinho pegou o anel, sentou-se atrás da roca e quando chegou na manhã seguinte ele tinha fiado toda a palha em ouro brilhante.
O rei ficou contentíssimo ao ver todo esse ouro, mas ele ainda não estava satisfeito. Levou então a filha do moleiro para outro aposento cheio de palha, maior ainda que os dois primeiros e lhes ordenou, “Se vc fiar toda essa palha para mim hoje de noite e, se vc conseguir, vc se tornará minha esposa”.
“Embora ela seja só a filha do moleiro,” ele pensou, “eu não poderia encontrar uma esposa mais rica!”
Quando a moça ficou sozinha, o homenzinho chegou outra vez e disse, “O que vc me dará desta vez se eu fiar a palha em ouro?”
“Eu não tenho mais nada para dar”, respondeu a moça.
“Bem, prometa-me que me dará o seu primeiro filho se você se tornar rainha,” disse o homenzinho.
“Isso nunca acotecerá!” pensou a filha do moleiro.
Mesmo assim, ela prometeu ao homenzinho satisfazer o seu desejo e outra vez ele fiou toda a palha em ouro.
Quando o rei chegou na manhã seguinte e viu todo o ouro, ele mandou preparar a cerimônia e a linda filha do moleiro se tornou a rainha.
Um ano depois, quando ela já tinha esquecido tudo sobre o homenzinho, ela deu a luz a uma linda criança.
Então um dia de repente ele entrou no seu aposento e disse, “Bem, de-me o que vc me prometeu.”
A rainha ficou aterrorizada e ofereceu ao homenzinho todos os tesouros do reino para que não levasse a criança.
Mas o homenzinho disse, “Não, eu não preciso de nenhum tesouro. Vc tem que cumprir com a sua promessa.”
Então a rainha começou a gemer e chorar. O homenzinho ficou com pena dela e disse, “Eu vou lhe dar tres dias. Se dentro desse período vc descobrir o meu nome, eu deixarei vc ficar com a criança.”
Durante toda a noite a rainha pensou sobre todos os nomes que ela tinha escutado e mandou um mensageiro através do país para descobrir todos os nomes que existiam.
Quando o homenzinho chegou no dia seguinte ela começou com Gaspar, Melchior, Baltazar e disse um nome atrás do outro, até que não sabia mais nenhum.
Toda vez que o homenzinho dizia, “Esse não é o meu nome.”
No dia seguinte, ela mandou perguntar na vizinhança toda pelo nome de cada indivíduo e ela repetiu os nomes mais estranhos e raros ao homenzinho.
“Seu nome não é Costelas de vaca, ou Pernil-de-Carneiro, ou Pernas de aranha?” ela disse.
Mas ainda ele respondia, “Esse não é o meu nome.”
No terceiro dia o mensageiro voltou e disse que não tinha sido capaz de descobrir nenhum nome novo.
“Contudo”, ele disse, “quando eu cheguei numa enorme montanha na beira da floresta, onde as raposas e as lebres dizem boa-noite uns aos outros, eu vi uma fogueira acesa em frente a uma casinha. Um homenzinho estranho estava dançando ao redor do fogo. Ele estava pulando num pé só e cantando:

“Faço pão hoje, cerveja amanhã.
A criança da rainha
Trazer vou, depois de amanhã
Como sou sortudo,
A criança será minha,
Pois ninguém adivinha
Que RUMPELSTILSKIN é o meu nome.”

Vc pode imaginar como a rainha ficou encantada quando escutou isso!
Logo em seguida, o homenzinho entrou e lhe perguntou, “Qual é o meu nome?”
Ela respondeu, “O seu nome é Harry?”
“Não.”
“O seu nome é Bert?”
“Não.”
Então a rainha deu uma risada e disse, “Por acaso o seu nome é... RUMPELSTILSKIN? 
“Deve ter sido o diabo que lhe contou isso!” “Deve ter sido o diabo que lhe contou isso!” gritou o homenzinho.
E, na sua ira, ele bateu com o pé direito com tanta violência no chão que desapareceu através da terra e nunca mais foi visto oura vez!


FIM



Analise do Conto a partir do texto: “Os Contos de Fadas vivem até hoje...”


O texto de RUMPELSTILSKIN dos irmãos Grimm é um conto de fadas que vive até os dias de hoje, pois como explica Vera Teixeira de Aguiar: os contos de fadas mantêm uma estrutura fixa. Parte de um problema vinculado a realidade, que desequilibra a tranqüilidade inicial. O desenvolvimento é uma busca de soluções, no plano da fantasia, com a introdução de elementos mágicos. A restauração da ordem acontece no desfecho da narrativa, quando há uma volta ao real. Por sua vez, os autores de um lado demonstram que aceitam o potencial imaginativo infantil e, de outro, transmitem à criança a idéia de que ele não pode viver indefinidamente no mundo da fantasia, sendo necessário assumir o real, no momento certo. E essa característica marcante dos contos de fadas é que dar consistência para que os contos de fadas perpetuem até os dias de hoje.
O conto de RUMPELSTILSKIN fala do medo, quando a menina se ver, na até então, impossível missão de transformar palhas em ouro, e quando o homenzinho diz que vai tomar sua filha, pois é seu pagamento, nesses dois momentos do texto é explicito o sentimento de medo. Fala também de amor, no trecho onde a menina agora rainha, faz de tudo para conhecer o nome o homenzinho, todo esse esforço em amor a sua filha.
No inicio do conto é explicitado à dificuldade de ser criança, pois a menina é conduzida pelo seu pai a fazer o que ele ordena transformar palha em ouro, é especificada a fragilidade de ser criança. Por fim é falado sobre perdas e buscas, onde a rainha se ver perdendo sua filha por um instante, mas o homenzinho lhe dar uma chance de reverter à situação, a princípio perdida, porém a rainha se dedica com todas as ferramentas para virar e ganhar o jogo, e ganha.
Nessa perspectiva entendemos que o conto escolhido pela equipe, RUMPELSTILSKIN, contempla quatro característica explicitada no texto base da analise “Os Contos de Fadas vivem até hoje...”, fala do medo, do amor, das dificuldades de ser criança e sobre as perdas e buscas.


O trabalho com o conto de fadas foi fascinante...

Trabalho realizados: Elias José


ELIAS JOSÉ
QUEM É ELIAS JOSÉ?

Sou mineiro, sou poeta, escritor, professor e gente feliz. Feliz porque a vida foi sempre boa para mim, mesmo com muitos desafios e momentos tristes de perdas e dores. Escrevo desde a minha juventude, quando era estudante do ensino médio , como hoje se diz. Estudava, mas gostava mais de ler e de escrever no jornal da escola, criado por mim e por meu grupo de colegas.
Quando ousei escrever um conto e com ele concorrer em um concurso nacional, ganhando-o, já estava perdidamente apaixonado pela literatura. Nunca mais parei de escrever e de publicar e de vibrar com o livro que acabei de escrever ou que as editoras editaram. Livros alheios também amo igual carinho. A leitura faz parte da minha vida de forma tão intensa como é a escrita.
Os livros aumentaram, hoje são quase 100. Vieram as várias reedições, as boas críticas, os ótimos prêmios e muitos e muitos amigos escritores ou leitores ou gente até que nem lê, para completar a alegria.
Se me perguntar se gosto mais de escrever para adultos, para jovens ou para crianças, não tenho dúvidas. Escrever histórias e poesias infantis faz o menino que fui vir à tona, querendo brincar, rir e fazer novos meninos entrarem na brincadeira que é o texto de literatura infantil.


Ler e brincar

Um jeito bom de brincar é um livro de poesias que escrevi com o maior carinho, para ser lido e brincado pelas crianças. Só lido não vale. Ele quer ser mais brinquedo do que leitura. É para você ler e tentar reler de um jeito diferente, em voz alta, brincando com os sons e o ritmo das palavras e dos versos.
Dá para brincar de teatro, com muitos colegas fazendo coro, lendo juntos ou separadamente. Dá para pegar as poesias e fazer uma boa transformação, acrescentando, cortando ou modificando as coisas. As poesias estão prontas e não estão.








CAIXA MÁGICA DE SURPRESA

Um livro
É uma beleza,
É caixa mágica
Só de surpresa

Um livro
Parece mudo,
Mas nele a gente
Descobre tudo

Um livro
Tem asas
Longas e leves
Que, de repente,
Levam a gente
Longe, longe

Um livro
É parque de diversões
Cheio de sonhos coloridos,
Cheio de doces sortidos
Cheio de luzes e balões

Um livro
É uma floresta
Com folhas e flores
E bichos e cores

É mesmo uma festa,
Um baú de feiticeiro,
Um navio pirata no mar,
Um foguete perdido no ar,
É amigo e companheiro.




TEM TUDO A VER

A poesia
tem tudo a ver
com tua dor e alegrias,
com as cores, as formas, os cheiros,
os sabores e a música
do mundo.

A poesia
tem tudo a ver
com o sorriso da criança,
o diálogo dos namorados,
as lágrimas diante da morte,
os olhos pedindo pão.

A poesia
tem tudo a ver

com a plumagem, o vôo e o canto,
a veloz acrobacia dos peixes,
as cores todas do arco-íris,
o ritmo dos rios e cachoeiras,
o brilho da lua, do sol e das estrelas,
a explosão em verde, em flores e frutos.

A poesia
— é só abrir os olhos e ver —
tem tudo a ver
com tudo.










UM JEITO BOM DE BRINCAR

Um jeito bom de brincar
Comeu muito? Teve azia?
Levou um pito da tia?
Tirou nota que não queria?
Caiu problema que não sabia?
BRINQUE DE POESIA.

Adora o sorriso de Maria?
Viu na praça quem não queria?
A garota fez que não o via?
Amou as férias na Bahia?
BRINQUE DE POESIA.

A roda-gigante só tremia?
O seu gato só ronca e mia?
Viu um leão loiro na padaria?
Riu de um palhação que não ria?
BRINQUE DE POESIA

Curte a natureza em harmonia?
Ouve os pássaros em cantoria?
Ama as ondas do mar em calmaria
Olha a vida com muita alegria?
BRINQUE DE POESIA.

Quer rimar noite e dia?
Descobriu das palavras a melodia?
Gosta de embarcar na fantasia?
Cedo, tarde, noite, todo dia:
BRINQUE DE POESIA.








QUINTAL

Quintal de casa
É reino encantado,
É toca de bandido,
É clube de mocinhos,
É cofre de segredos,
É mapa da mina de ouro,
É fabrica de mil projetos.

Subir na mangueira
É chegar perto do céu

Se não tem rio,
Moleque inventa o mar.

Se não tem frutas,
As frutas ficam mais gostosas.

Se não tem amigos,
Moleque brinca e fala só.

Se não tem perigo,
Moleque inventa tempestades.














O RELÓGIO
Quanto ganha o relógio
Para trabalhar o tempo todo?
Será que o relógio ganha
Hora extra nas férias,
Nos domingos e feriados?

Se dá a hora de graça,
O relógio vai acabar na miséria.

Quando pára de dar as horas,
Estará o relógio dormindo,
Em greve ou de férias?

Trabalhador incansável,
O relógio não tem tempo
De lutar por seus direitos.












 Realizamos uma pesquisa sobre o autor de Literatura Infantil "Elias José", e selecionamos quatro poemas pra recitá-los, foi uma experiência boa e satisfatória para equipe.

Simoneide Correia













Literatura Infantil: Despertando o gosto pela leitura

O vídeo traz algumas dicas de como utilizar a literatura infantil como uma ferramenta no auxilio a leitura, como um recurso para aguçar a vontade pela leitura, sua real contribuição na formação do leitor. 

http://www.youtube.com/watch?v=p2BxhA0ZjAw